Salmo 145: Falarão da Glória
Salmo 145: Falarão da Glória
Do começo ao fim, o Salmo 145 é uma canção de louvor dirigido a Deus. Davi não oferece informações para identificar o contexto histórico desse hino, mas cita diversos atributos de Deus como motivos de ele ser adorado por todas as suas criaturas.
Davi inicia a mensagem com uma afirmação da posição de Deus e do seu próprio lugar diante do Senhor. Diferente dos arrogantes reis que se exaltavam, alguns até alegando ser divinos, Davi se viu como súdito e chamou Deus de rei. Davi promete bendizer e louvar o nome do Senhor cada dia para sempre (versos 1 e 2).
Os motivos desse louvor eterno podem ser divididos em duas principais categorias: os atributos e os atos de Deus.
Características que definem Deus e, portanto, convidam suas criaturas a adorá-lo incluem:
Sua grandeza, majestade e glória (versos 3, 5, 6, 11 e 12). “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável” (verso 3). Enquanto religiões pagãs, incluindo a mitologia egípcia, grega e romana, perderam a distinção entre mortais e divindades, Davi considerou a grandeza de Deus insondável, e determina publicar essa mensagem (verso 6).
Sua fidelidade, justiça e santidade (versos 7, 13 e 17). Nesses versos, a justiça é ligada à benignidade, nos lembrando que se trata não somente do castigo que Deus traz sobre os ímpios (verso 20), mas também da proteção que ele oferece aos seus servos (versos 18 a 20). Deus diferencia entre santo e imundo, e nós devemos aprender fazer a mesma distinção.
Sua graça, descrita por palavras como clemência, benignidade, misericórdia e compaixão (versos 7, 8, 9, 17). “Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência” (verso 8).
Os atos de Deus refletem seu caráter. Alguns exemplos:
As obras que apresentam seu poder (versos 4, 6, 12). Davi repete em forma poética a instrução que Deus deu aos israelitas por meio de Moisés: “Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos” (verso 4; compare Deuteronômio 6:20-25).
As obras que demonstram sua misericórdia e bondade (versos 9, 16 e 17). Como já observamos, esse Salmo trata da separação que Deus faz entre justos e ímpios, condenando estes e protegendo aqueles. Não devemos esquecer, porém, da bondade que ele estende a todos, um fato frisado por Davi: “O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (verso 9); “Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente” (verso 16). Jesus ensinou a mesma coisa 1.000 anos depois de Davi: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:44-45). Nem Davi nem Jesus ensinaram a salvação universal, pois mostraram a necessidade de homens buscarem o Senhor, mas os dois afirmaram o fato do amor universal de Deus para com os homens.
As obras que mostram sua santidade (verso 13). Como Deus é santo e separado do pecado, a sua santidade garante proteção para aqueles que o amam, e a destruição dos ímpios (verso 20).
Há um tom evangelístico do começo ao fim do Salmo 145. Os atributos e atos de Deus são motivos para os homens divulgarem sua mensagem para todos (versos 1-4, 6-7, 10-12, 21). Ele descreve a reação dos santos ao verem as obras do Senhor: “Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder, para que aos filhos dos homens se façam notórios os teus poderosos feitos e a glória da majestade do teu reino” (versos 11 e 12).
Quando contemplamos a natureza de Deus e a grandeza das suas obras, temos motivo para falar para outros e para adorar o nosso Criador e Salvador.
-por Dennis Allan
https://www.estudosdabiblia.net/jbd629.htm
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